Abaixo, apresentamos os erros mais recorrentes — e, sobretudo, o porquê de eles acontecerem e como corrigi-los.
1️⃣ Introduções vagas, genéricas ou sem tese clara
O que observamos?
Muitos textos começam com frases prontas, definições de dicionário ou análises genéricas que não apontam o recorte do tema. Sem uma tese precisa, o corretor não sabe exatamente o que o estudante defenderá ao longo do texto.
Por que isso acontece?
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Falta de modelo mental para construir introduções assertivas.
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Medo de “errar o tema” e, por isso, excesso de generalização.
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Baixo domínio da estrutura dissertativa.
Como corrigir?
Atente-se à estrutura: Contexto → Problematização → Tese (seu posicionamento claro).
Exemplo: “No cenário contemporâneo, a influência das redes sociais sobre a saúde mental dos jovens tem se intensificado, gerando impactos no bem-estar emocional e no comportamento social. Diante disso, torna-se necessário analisar como a falta de regulação digital e a ausência de educação midiática agravam esse quadro.”
2️⃣ Falta de aprofundamento nos argumentos
O que observamos?
Parágrafos com ideias soltas, citações desconectadas e análises superficiais. O aluno até usa repertório, mas não explica ou não relaciona ao tema.
Por que isso acontece?
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Excesso de foco em “decorar repertório”.
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Falta de treino em análise crítica.
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Pouca leitura de modelos bem construídos.
Como corrigir?
Atente-se à estrutura: Tópico frasal → Explicação → Exemplo/Repertório → Conexão com a tese.
Exemplo de aprofundamento: “Esse cenário evidencia que a ausência de políticas públicas educacionais limita a formação digital, reforçando desigualdades sociais.”
3️⃣ Conectivos usados de forma mecânica
O que observamos?
Uso exagerado de conectivos como “além disso”, “porém”, “portanto” sem necessidade lógica. Eles aparecem apenas para “encher” o texto, e não para construir relações reais entre ideias.
Por que isso acontece?
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Listas prontas de conectivos decoradas mecanicamente.
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Falta de entendimento sobre as relações semânticas entre as ideias.
Como corrigir?
É preciso pensar na lógica entre as frases antes de escolher o conectivo:
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Adição: quando a ideia realmente soma algo.
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**Adversativo: **quando há oposição real.
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Conclusão: quando a ideia deriva do argumento anterior.
Melhor prática: “Escolha o conectivo depois de construir o raciocínio — não antes.”
4️⃣ Problemas de coesão e organização
O que observamos?
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Parágrafos longos e sem divisão lógica.
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Ideias desconexas.
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Falta de remissões claras.
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Quebra de continuidade do texto.
Por que isso acontece?
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Falta de planejamento antes de escrever.
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Escrita impulsiva, “direto para o rascunho”.
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Pouca prática de revisão.
Como corrigir?
- é necessário reforçar o uso de esquemas, mapas mentais e roteiros antes da escrita.
é preciso revisar o que escreveu::
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Minha tese está clara?
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Cada parágrafo defende um ponto?
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Há relação entre as ideias?
5️⃣ Conclusões frágeis ou com proposta genérica
O que observamos?
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Propostas vagas: “É preciso conscientizar…”
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Intervenções incompletas.
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Conclusões que não fecham a discussão.
Por que isso acontece?
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Dificuldade em aplicar os 5 elementos da proposta ENEM.
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Pouca familiaridade com modelos aplicáveis a qualquer tema.
Como corrigir?
Atente-se à estrutura: Agente → Ação → Modo/Meio → Finalidade → Detalhamento.
Exemplo: “O Ministério da Educação, órgão do governo federal brasileiro responsável por formular e executar a política nacional de educação, deve implementar programas nacionais, por meio de oficinas em escolas públicas, a fim de promover leitura crítica das redes sociais.”
O ponto positivo: todos esses erros têm solução
Quando há:
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Acompanhamento pedagógico,
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Feedback detalhado,
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Espaço para reescrita,
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Evolução acompanhada semanalmente,
o aluno desenvolve segurança, clareza e autonomia na escrita.
Na Littera Redação, trabalhamos diariamente com correções personalizadas, orientações técnicas e reescritas guiadas — porque escrever bem não é talento: é método, prática e acompanhamento.
