Erros de redação mais comuns observados em 2025 — e como evitá-los em 2026
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Erros de redação mais comuns observados em 2025 — e como evitá-los em 2026

11 de dezembro de 2025
4 min
Em 2025, analisamos centenas de produções de alunos de diversas regiões e níveis de ensino. Ao longo desse trabalho, um padrão se repetiu: **os estudantes não erram por falta de capacidade**, mas por falta de **orientação consistente, feedbacks detalhados e treino estratégico**.

Abaixo, apresentamos os erros mais recorrentes — e, sobretudo, o porquê de eles acontecerem e como corrigi-los.

1️⃣ Introduções vagas, genéricas ou sem tese clara

O que observamos?

Muitos textos começam com frases prontas, definições de dicionário ou análises genéricas que não apontam o recorte do tema. Sem uma tese precisa, o corretor não sabe exatamente o que o estudante defenderá ao longo do texto.

Por que isso acontece?

  • Falta de modelo mental para construir introduções assertivas.

  • Medo de “errar o tema” e, por isso, excesso de generalização.

  • Baixo domínio da estrutura dissertativa.

Como corrigir?

Atente-se à estrutura: Contexto → Problematização → Tese (seu posicionamento claro).

Exemplo: “No cenário contemporâneo, a influência das redes sociais sobre a saúde mental dos jovens tem se intensificado, gerando impactos no bem-estar emocional e no comportamento social. Diante disso, torna-se necessário analisar como a falta de regulação digital e a ausência de educação midiática agravam esse quadro.”

2️⃣ Falta de aprofundamento nos argumentos

O que observamos?

Parágrafos com ideias soltas, citações desconectadas e análises superficiais. O aluno até usa repertório, mas não explica ou não relaciona ao tema.

Por que isso acontece?

  • Excesso de foco em “decorar repertório”.

  • Falta de treino em análise crítica.

  • Pouca leitura de modelos bem construídos.

Como corrigir?

Atente-se à estrutura: Tópico frasal → Explicação → Exemplo/Repertório → Conexão com a tese.

Exemplo de aprofundamento: “Esse cenário evidencia que a ausência de políticas públicas educacionais limita a formação digital, reforçando desigualdades sociais.”

3️⃣ Conectivos usados de forma mecânica

O que observamos?

Uso exagerado de conectivos como “além disso”, “porém”, “portanto” sem necessidade lógica. Eles aparecem apenas para “encher” o texto, e não para construir relações reais entre ideias.

Por que isso acontece?

  • Listas prontas de conectivos decoradas mecanicamente.

  • Falta de entendimento sobre as relações semânticas entre as ideias.

Como corrigir?

É preciso pensar na lógica entre as frases antes de escolher o conectivo:

  • Adição: quando a ideia realmente soma algo.

  • **Adversativo: **quando há oposição real.

  • Conclusão: quando a ideia deriva do argumento anterior.

Melhor prática: “Escolha o conectivo depois de construir o raciocínio — não antes.”

4️⃣ Problemas de coesão e organização

O que observamos?

  • Parágrafos longos e sem divisão lógica.

  • Ideias desconexas.

  • Falta de remissões claras.

  • Quebra de continuidade do texto.

Por que isso acontece?

  • Falta de planejamento antes de escrever.

  • Escrita impulsiva, “direto para o rascunho”.

  • Pouca prática de revisão.

Como corrigir?

  • é necessário reforçar o uso de esquemas, mapas mentais e roteiros antes da escrita.

é preciso revisar o que escreveu::

  • Minha tese está clara?

  • Cada parágrafo defende um ponto?

  • Há relação entre as ideias?

5️⃣ Conclusões frágeis ou com proposta genérica

O que observamos?

  • Propostas vagas: “É preciso conscientizar…”

  • Intervenções incompletas.

  • Conclusões que não fecham a discussão.

Por que isso acontece?

  • Dificuldade em aplicar os 5 elementos da proposta ENEM.

  • Pouca familiaridade com modelos aplicáveis a qualquer tema.

Como corrigir?

Atente-se à estrutura: Agente → Ação → Modo/Meio → Finalidade → Detalhamento.

Exemplo: “O Ministério da Educação, órgão do governo federal brasileiro responsável por formular e executar a política nacional de educação, deve implementar programas nacionais, por meio de oficinas em escolas públicas, a fim de promover leitura crítica das redes sociais.”

O ponto positivo: todos esses erros têm solução

Quando há:

  • Acompanhamento pedagógico,

  • Feedback detalhado,

  • Espaço para reescrita,

  • Evolução acompanhada semanalmente,

o aluno desenvolve segurança, clareza e autonomia na escrita.

Na Littera Redação, trabalhamos diariamente com correções personalizadas, orientações técnicas e reescritas guiadas — porque escrever bem não é talento: é método, prática e acompanhamento.